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 Fitch Frequently Asked Questions

1. Qual o período de validade de um rating da Fitch ? Apesar de um relatório ter sido publicado no site há vários meses, esta nota ainda é válida?

O rating correto e válido para qualquer emissor ou emissão avaliado pela Fitch é aquele que se encontra em nosso website. Apesar de parte do acesso ao site ser reservada a assinantes, as notas encontram-se com acesso liberado para todo o mercado.

Um rating da Fitch reflete as opiniões da agência e a percepção da qualidade de crédito do emissor ou da operação em questão até o momento atual e não apenas na data em que um relatório foi publicado. A periodicidade de publicação dos relatórios varia de acordo com cada tipo operação, podendo ser trimestral, semestral ou anual, sendo importante frisar que a Fitch monitora todos emissores e emissões que analisa e atualiza constantemente os ratings atribuídos, independente da frequência de publicação de análises ou relatórios. Assim sendo, a nota que se encontra disponibilizada no site é a correta avaliação de risco pela Fitch e válida no momento da consulta.

Portanto, é errôneo inferir que um relatório publicado há algum tempo possa implicar em desatualização da nota. O importante para o investidor não é a frequência da publicação de relatórios e sim a qualidade e frequência do monitoramento de emissões e emissores cobertos pela agência, que é feito ininterruptamente no caso da Fitch.


2. Podemos comparar a escala de rating de crédito internacional com a nacional?

Não. Essas escalas são diferentes. Um rating de crédito internacional pode ser atribuído tanto em moeda local como em moeda estrangeira e representa uma medida absoluta da capacidade de pagamento das dívidas seniores de um emissor denominadas, respectivamente, em moeda local ou estrangeira. Os ratings em escala internacional, sejam eles de moeda local ou estrangeira, são comparáveis entre países. Assim sendo, duas operações de emissores diferentes em países também diferentes que apresentam a mesma nota possuem capacidade de pagamento similar no prazo esperado.

Já notas similares em escalas de Rating Nacional de emissores em países diferentes podem, em geral, exibir grandes diferenças na capacidade de pagamento no prazo esperado. Assim sendo, um AA(bra) na escala brasileira não é comparável com um AA(mex) ou AA(chl) nas escalas mexicana e chilena, respectivamente.


3. Por que o Rating Nacional representa uma escala relativa e não absoluta, ao contrário de outras escalas de rating?

Os IDRs (Issuer Default Ratings - Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo indicam a probabilidade de não pagamento no vencimento de uma obrigação sênior do emissor em questão. Aos IDRs de Longo Prazo em Moeda Local e Estrangeira associa-se uma probabilidade de não pagamento derivada de uma base estatística oriunda de um amplo universo de emissores com ratings observados por um longo período, possibilitando, assim, uma base estatística confiável e consistente para formação de escalas absolutas de rating. Isto não ocorre no âmbito do Rating Nacional. O limitado número de emissores com Rating Nacional e o período ainda não suficientemente longo de observação não propiciam base estatística confiável para formação de escala absoluta de rating para o mercado brasileiro. Assim sendo, os Ratings Nacionais configuram uma escala de risco relativo e não absoluto, como o das escalas internacionais.


4. Por que não existem escalas de ratings de crédito diferentes para os diversos instrumentos avaliados?

Uma escala de rating de crédito de Curto ou Longo Prazo aplica-se a todo e qualquer instrumento ou emissor que está sendo analisado, independente de ser uma obrigação financeira de uma instituição financeira, empresa ou oriunda de operação estruturada ou mesmo a nota de crédito atribuída a um fundo de investimento. Desde que apresente uma mesma nota, o perfil de risco de crédito e de capacidade de pagamento expressado pela nota é considerado similar. Sendo assim, não há escalas de rating independentes para bancos, seguradoras, empresas, emissões e operações estruturadas.


5. Por que a Fitch aplica aos bancos o Rating de Suporte?

A Fitch Ratings foi a primeira agência de rating a introduzir o conceito de suporte para as instituições financeiras. Isso deve-se ao fato de que reconhecemos a importância sistêmica das instituições nos diferentes mercados financeiros. Este rating é atribuído a todas as instituições financeiras analisadas e não considera a solidez da instituição avaliada, mas sim emana do questionamento se, caso a instituição em questão apresente um perfil débil ou enfrente problemas financeiros ou de liqüidez, ela receberia algum suporte externo, seja de seu acionista institucional ou das autoridades de um ou mais países. Isto devido à característica peculiar das instituições financeiras de que, além da integridade de balanço e operacional, sua capacidade de pagamento e seu perfil de crédito são substancialmente determinados pela possibilidade desta vir a receber ou não um suporte externo. Além disso, a Fitch sente-se lisonjeada com o fato de que outras agências internacionais de rating também passaram a considerar com mais peso o suporte externo em suas avaliações, confirmando assim as observações de longa data da Fitch.


6. Qual a diferença entre um Rating em Moeda Estrangeira e um Rating em Moeda Local?

Tanto os ratings em Moeda Estrangeira como os em Moeda Local são comparáveis internacionalmente. Ratings em Moeda Local medem a probabilidade de pagamento na moeda do país e na jurisdição em questão. Os ratings em Moeda Local excluem o efeito do risco-país e o risco de transferência, não refletindo a possibilidade de os investidores virem a ter dificuldades para repatriar o recebimento de principal e juros. Entre outros, o objetivo de um Rating em Moeda Local é permitir ao investidor comparar o risco de emissor de diferentes países (ou até mesmo de um mesmo país) isolado de riscos de transferência. Assim sendo, o Rating em Moeda Local permite aos investidores, por exemplo, comparar os riscos associados com uma emissão em reais de um emissor brasileiro com aquela de uma emissão em liras turcas de um emissor sediado naquele país.


7. Quando a Fitch atribui Perspectiva ou coloca sob Observação um emissor ou uma operação?

A Perspectiva é uma opinião da Fitch sobre como deve-se desenvolver o perfil de crédito de um emissor num período de 18 a 24 meses. Com isso, a Fitch indica a tendência de possível migração da nota atribuída no médio prazo (Estável, Positiva, Negativa). Esta pode ser devido a vários fatores, tais como: consistente melhora operacional; ganho de participação no mercado; mercado operacional muito favorável ou também perda de competitividade; e um ambiente operacional desfavorável.

Já uma Observação é atribuída quando um fato relevante e de potencial impacto em uma avaliação ocorre e não estava previsto pela agência. O horizonte de resolução de uma Observação é bem mais curto do que aquele de uma Perspectiva e cobre geralmente de noventa a 180 dias. Os fatores que podem levar a Fitch a colocar um emissor ou emissão sob Observação seriam: uma fusão, venda de importante parte de um conglomerado, compra de um competidor, expansão em novas áreas através de aquisição, imposição de pesadas multas ou levantamento de passivos jurídicos trabalhistas e tributários e muitos outros.


8. O rating de um banco é comparável com o rating de uma empresa?

Apesar de serem emissores muito diferentes, ratings semelhantes de um banco e de uma empresa indicam nada mais do que a capacidade esperada de pagamento de ambos. Assim sendo, utiliza-se a mesma escala de crédito no Curto e no Longo Prazo para ambos.


9. Como investidor, devo me preocupar com o rating de um fundo de investimento ou de um gestor de recursos?

Certamente com os dois! O foco do rating de gestor de recursos e de fundo de investimento são bastante diferentes.

Um rating de fundos de investimento indica ao investidor qual o risco de crédito e de mercado que ele estará assumindo ao investir em determinado instrumento. Os ratings de Crédito e de Volatilidade de um fundo nunca devem ser considerados independentes e sim juntos, visto que um fundo que investe em papéis de primeiríssima qualidade e só efetua operações com contrapartidas da mais alta qualidade pode ou não ter como meta rendimentos muito superiores àqueles de mercado, devendo, assim correr maiores riscos. Os fatores que levarão um fundo a ter uma exposição no mercado maior ou menor são muitos, mas, como os principais, poderíamos mencionar duração média da carteira, alavancagem desse fundo, exposição a taxas de câmbio, sua exposição em bolsa e instrumentos derivativos

10. Qual a diferença entre ratings de Curto e de Longo Prazo?

Uma classificação de risco é a opinião da agência sobre a capacidade de pagamento de uma obrigação de um emissor. O rating de curto prazo refere-se à capacidade de pagamento de uma obrigação financeira com vencimento em até 12 meses. Apesar de no Brasil planejamentos de longo prazo serem ainda difíceis, o rating de Longo Prazo da Fitch visa informar ao investidor a capacidade esperada de pagamento de uma obrigação com prazo final de cinco a sete anos.


11. Qual a diferença entre risco-país e rating soberano?

O risco-país representa a diferença entre o rendimento pago por um conjunto de emissões de um determinado país e a taxa considerada como "livre de risco" para o mesmo vencimento ponderado; taxa esta que o mercado financeiro assume como sendo aquela paga pelo Tesouro dos Estados Unidos, no caso de emissões em dólares norte-americanos. O risco-país é um reflexo imediato das condições de mercado, sentimento dos investidores em relação ao crédito e perfil de risco do país emissor. O risco-país pode e é, geralmente, influenciado por eventos momentâneos (escândalos políticos, números bons ou ruins em um dado mês de arrecadação fiscal ou balança comercial, crises internacionais etc.) capazes ou não de alterar os fundamentos econômicos do país.

O rating soberano é uma opinião da agência de rating sobre a capacidade de pagamento das dívidas de um país, num horizonte de longo prazo. Aspectos qualitativos e quantitativos são levados em consideração para a determinação do rating soberano. O rating soberano reflete os fundamentos macro e microeconômicos de um país no longo prazo. Os aspectos de curto prazo só influenciam o rating soberano, caso impliquem em mudanças fundamentais e estruturais no longo prazo. Assim sendo, o rating soberano tende a exibir uma estabilidade muito maior do que medidas de curto prazo refletidas por oscilações no risco-país. Nossos ratings refletem a opinião da Fitch sobre a mencionada capacidade de pagamento de um emissor ao longo dos períodos de altas e baixas dos ciclos econômicos.

Quando comparamos os dois tipos de avaliações, percebemos que o risco-país possui um caráter maior de curto prazo do que uma análise de rating, que procura determinar a capacidade de pagamento no longo prazo (cinco a sete anos).

Existe, no entanto, uma clara correlação entre risco-país e rating soberano: quanto mais baixo o rating soberano, maior o risco-país. Estudos internos mostram que há uma relação direta, através do tempo, entre ratings soberanos de países considerados como "grau de não investimento" e uma cesta ponderada de papéis destes mesmos países

12 - Um emissor classificado como sendo de baixo risco de crédito é considerado grau de investimento? Qual a diferença entre os conceitos de baixo risco de crédito e grau de investimento?

A maioria dos emissores sediados no Brasil não possui o chamado grau de investimento, que é um rating superior ou igual a 'BBB-' em escala internacional. O conceito de grau especulativo é derivado das taxas de inadimplência esperadas. A partir de uma determinada classificação, os investidores notam um crescimento acentuado da inadimplência e decidiram chamar este ponto de inflexão de especulativo. Este ponto se dá na migração de ‘BBB-’ para ’BB+’.

Para a escala nacional, o conceito de “baixo risco de crédito por agência classificadora estabelecida no país” foi ratificado através da Circular 409 da Comissão de Valores Mobiliários, 18 de agosto de 2004, e da Resolução 3121 do Conselho Monetário Nacional, de 25 de setembro de 2003. Os investidores no mercado brasileiro definiram este patamar como sendo ‘BBB-(bra)’, apesar de vários investidores institucionais limitarem internamente seus investimentos ao mínimo de ‘A-(bra)’ (“hedge de agência”).

Infelizmente há confusão entre o conceito de baixo risco de crédito, que se aplica aos ratings em escala nacional, e o de grau de investimento, aplicado aos ratings em escala internacional. Qualquer emissor só poderá mencionar que possui grau de investimento se estiver referindo-se a uma classificação de risco em escala internacional e caso sua classificação nesta escala seja igual ou superior a 'BBB-'. Um rating em escala nacional , por exemplo, BBB+(bra), não é grau de investimento e sim de baixo risco de crédito.

13. Como posso ter acesso ao histórico dos ratings da Fitch no site em português?

A Fitch disponibiliza o histórico dos ratings em seu site apenas para assinantes. Ao clicar no link de cada emissor ou emissão, é possível ter acesso a todas as ações de ratings das classificações atribuídas pela Fitch. Para saber como foi a evolução do rating, é só clicar em cima de cada nota e surgirá uma tela com as informações específicas sobre a classificação e será ainda visualizada toda a pesquisa relacionada a cada emissor e suas operações.